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Universidade Federal do Rio Grande do Sul


UFRGS


Curso de Licenciatura em Pedagogia:


Anos Iniciais do Ensino Fundamental Modalidade a Distância


Pólo Gravataí



Josiane Ferreira Nunes


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Eixo 4: Concepções subjacentes do fazer docente no ensino de Estudos Sociais para os primeiros anos do Ensino Fundamental.

A Interdisciplina de REPRESENTAÇÃO DO MUNDO PELOS ESTUDOS SOCIAIS, no eixo 4, oportunizou importante reflexão sobre as concepções subjacentes do fazer docente no ensino de Estudos Sociais para os primeiros anos do Ensino Fundamental. Em meu estágio busquei olhar para a individualidade de cada aluno, tarefa nada fácil, pois somos professores de uma “turma”, no entanto sabemos o quanto o nosso trabalho é individualizado. O ser humano, por possuir sua individualidade, faz com que cada sociedade tenha características próprias, não havendo um modelo ideal de educação que se aplique. Para determinar ensino, é indispensável notar a história, conferir e apreciar os aspectos históricos dos sistemas educativos que hora permanecem e em toda a sua vivência, de maneira comum, estudando com esses exemplos e retirando deles diretrizes


A partir do conhecimento e desta comparação construir elementos comuns nos quais precisam atender as necessidades do educando durante sua aprendizagem. A definição do desenvolvimento harmônico, que nos condiciona a dedicarmos ao mesmo gênero de vida, realizando uma tarefa na busca da perfeição que ele é capaz, o que não é integralmente realizável.

Lembro que logo no início do curso estudamos um texto de Durkheim, que como sociólogo, enfatiza a origem social da educação, exercida pelas gerações adultas, como objeto a desenvolver no indivíduo certo número de estados intelectuais, morais e físicos exigidos pela sociedade em que está. Considera que a definição de Stuart Mill para educação causa certa confusão por englobar muitos conceitos. A educação por vezes teria por objetivo fazer do indivíduo um instrumento de felicidade para si e para seu próximo educar.

É importante que o aluno desvende desde cedo o papel importante que desempenha na construção da história do seu tempo. Confio que da mesma forma que os alunos são alfabetizados nas disciplinas de português e a matemática, deveriam ser alfabetizadas em Estudos Sociais. Interpretando, apreendendo e imaginando o fato atual e passada. Dentro da minha prática como professora não apresento muitas apontamentos sobre estas matérias.

Quando atuo de docente do 1º ano, procuro trabalhar principalmente a história da criança, com linha do tempo, árvore genealógica, família e grupos sociais e sua participação nestes grupos. Nas demais séries trabalham-se o bairro, o município, o estado e o país. Nas séries iniciais do Ensino Fundamental é importante que o aluno compreenda a sociedade em que vive e o espaço que vem sendo construído por esta sociedade no tempo em que está sendo vivido.

A questão ambiental é sempre destacada quando são enfocadas as ações de transformação da natureza pelo homem. È importante que a criança identifique o espaço a sua volta e saiba avaliar as ações das pessoas sobre a natureza em diferentes localidades e em épocas distintas, construindo um referencial de como poderá atuar nas questões relativas a meio ambiente da região em que vive.

Além do conteúdo, outros aspectos merecem atenção no processo de aprendizagem das primeiras séries: a percepção e construção da própria identidade e da autoestima, bem como a percepção das relações sociais existentes no espaço vivido. A sala de aula deve ser um espaço interativo onde todos podem levantar hipóteses e nas negociações com os colegas perceberem-se como partes de um processo dinâmico de construção. O levantamento de hipóteses, os procedimentos de pesquisas e observação, as leituras de textos variados e análise de obras de arte, criam espaços para o desenvolvimento de habilidades intelectuais, como a interpretação, análise crítica, percepção de diferentes espaços e tempos. É importante a existência de situação concreta e próximas às experiências vividas pelo aluno faz com que possa relacioná-las com os fatos de maneira significativa.

É de extrema importância que o educando descubra desde os primeiros anos que através do espaço em que vive e o seu dia-a-dia com a família, com os grupos de amigos, também desempenham um papel determinante na construção da história do seu tempo. Independente do material didático utilizado, alguns procedimentos adotados pelo professor facilitam a aprendizagem e o relacionamento professor-aluno. Proporcionar um ambiente agradável em sala de aula, com alegria, respeito e tolerância, faz com que o aluno possa pensar questionar, e chegar as suas próprias conclusões. Estimulados e desinibidos, se sentirão a vontade para verbalizar seus pensamentos, vivências, opiniões, relatórios e pesquisas, facilitando a compreensão.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Eixo 3: O lúdico na prática escolar


Não descobri e sim reforcei minhas certezas ao me aprofundar nas leituras sobre brincadeira e aprendizagem em especial ao texto "Sala de aula é lugar de brincar" da Interdisciplina de Ludicidade e Educação do Eixo 3. O lúdico sempre fez parte da minha prática escolar, embora na minha formação de educadora essa ”parte de mim” tenha sido podada, e certamente a partir desses ensinamentos passou a ser indissolúvel e exercendo um papel de fundamental importância nas minhas aulas. Os momentos lúdicos em sala de aula são de extrema valia, muito ricos e oportunizam situações inusitadas de aquisição de conhecimentos e trocas de experiências, tanto entre alunos como entre professor e aluno. Ao tornar a prática pedagógica mais dinâmica, comecei a me dar conta de quão era divertido o meu trabalho e percebi como o desempenho e o interesse dos alunos pelas atividades propostas em aula melhorou significativamente.


O conhecimento do mundo da criança no início e ao longo do período escolar depende das relações que ela vai estabelecendo com os outros e com as coisas. O que conhece de si e das coisas é insuficiente para estabelecer relações de grupo e por isso centra o seu brinquedo em sua própria atividade, em seus interesses.

A auto concentração é, portanto a marca característica da criança que entra na escola. Este aspecto vai sendo modificado pouco a pouco, mas isso se a escola permitir que ela aja em liberdade e o ambiente de sua casa não comprometê-la física e intelectualmente, ela concluirá o primeiro grau razoavelmente socializada e estabelecendo relações de troca com seus colegas e professores. Concordo que sala de aula é lugar de brincar, pois brincar contribui para uma aprendizagem significante, além de tornar as aulas mais prazerosas. Durante o jogo, a criança amplia a ação, a concentração, o entendimento, a lembrança, a precaução, a curiosidade e o empenho adquiriram costumes de responsabilidade particular e grupal.

Infelizmente tem muitas escolas que não levam muito em consideração a importância do brinquedo e da atividade física para a criança. Uma criança bloqueada no seu espaço de ação, graças, muitas vezes, à ansiedade dos pais e professores por alfabetizá-la, acaba aprendendo à escrita e a leitura que lhe impõe, mas com sérias dificuldades em estabelecer, entre essa aprendizagem e o mundo um elo que poderia facilmente ser trabalhado através do brincar. Em uma das escolas em que trabalho, infelizmente existe algumas colegas que ainda utilizam métodos tradicionais para ensinar, pois vêem o brincar como uma atividade depreendida da sala de aula. Já ouvi muitos colegas dizerem que escola não é lugar de aluno brincar e sim de estudar, pois as crianças já brincam em casa, e que eles não vão perder tempo fazendo jogos, pois tem muito conteúdo para desenvolver.

Resumidamente falando, acho que a criança não deva ir à escola apenas para se alfabetizar na linguagem escrita, precisamos perder a ilusão de que a escola seja a única que está ensinando o que é necessário para viver em sociedade. O brincar por sua vez tem consequências importantes no desenvolvimento de nossos alunos; pois se analisarmos mais profundamente, veremos que o brinquedo é sempre uma oportunidade para que a criança interaja, faça escolha e tome decisões, proporcionando o aprender fazendo. Mas para ser mais bem aproveitado é conveniente que proporcione atividades dinâmicas e desafiadoras, que exijam participação ativa da criança. Distrai, porque oferece uma saída para a tensão provocada pela pressão da escola.

A sala de aula é lugar de aprender, trocar, construir; por este motivo é que concordo com a colocação da professora Tânia Fortuna de que sala de aula é lugar de brincar. “As crianças elaboram suas emoções a partir do brincar.”. O curso do PEAD também oportunizou atividades lúdicas (contação de histórias, música, teatro onde brincamos e representamos) que podem ser utilizados em várias disciplinas, mostrando que as atividades lúdicas contribuem na integração das disciplinas

Eixo 2: Criação da escola primária

Na Interdisciplina de ESCOLARIZAÇÃO, ESPAÇO E TEMPO NA PERSPECTIVA HISTÓRICA, no EIXO 2 lembro-me de um texto que me possibilitou muitas reflexões. O texto Maquinaria Escolar de Julia Alvarela e Fernando Alvarez cujo objetivo principal dos autores é mostrar como e quando se deu a criação da escola primária, e quais os interesses políticos e ideológicos que estiveram envolvidos no momento de sua criação.
Para fazer isso, os autores discutem a invenção da infância, a criação de um espaço específico destinado à educação das crianças, o aparecimento desse corpo de especialistas chamados de professores, o combate a outros modos de educação existentes na sociedade, possibilitando finalmente que a escola se institucionalize como instância obrigatória mantida pelos poderes públicos.
A Igreja tanto a católica como a protestante tinham grande interesse de estar no poder, utilizando assim todos os meios a seu alcance para ocupar postos de influência ao lado dos monarcas. Após a reforma, as táticas utilizadas passam ser diversificadas, pregações massivas e públicas para a extensão e intensificação da fé desde a manipulação sutil e individualizada das almas (A Santa Inquisição). Estar voltada para a educação da infância era uma oportunidade de “modelar” opiniões sendo o meio norteador de uma “sociedade civilizada e submissa”. Era um meio de fazer valer seus saberes na corte, tornando-se conselheiros, confessores reais, preceptores e mestres de príncipes, em especial príncipes herdeiros.
Na minha comunidade há uma forte presença na Igreja Protestante de grupos de jovens que se encontra em horários diferenciados do culto, bem como na Igreja Católica há grupos com semelhante formação. Atualmente as Igrejas continuam investindo na formação dos jovens. Basta observar o empenho que muitas igrejas têm em facilitar a participação dos jovens, através de grupos, retiros e encontros. Existem escolas da rede particular de ensino que são vinculadas a Igrejas e as utilizam como formação do educando. As escolas públicas, em sua grande maioria, utilizam esse horário das aulas de religião para trabalhar o lado afetivo da criança com questões envolvendo o compartilhar e o ser solidário principalmente.
A escola em que trabalho possui um vínculo com a comunidade católica local, mais por tradição e por proximidade com a Paróquia. São realizados missas nas datas festivas de nosso calendário, bem como cerimônias especiais, homenagens às mães. Nessa comunidade não sei se há grupos de jovens, há sim um grupo de catequese com as crianças da faixa etária apropriada. As crianças tende a participar da religião de seus pais (adventistas, evangélicos, católicos ou luteranos). A religião predominante em minha sala de aula é a Católica, onde apenas cinco alunos são Evangélicos.
Segundo as ideias do historiador Philippe Áries, a infância, tal como hoje a percebemos, começa a ter forma a partir do século XVI. No entanto é possível constatar que já no século XV a iconografia laica apresenta crianças nos mesmos locais, fazendo as mesmas coisas que os adultos e vestidos da mesma forma que estes, como “mini adultos”. A partir do século XVII começa haver a diferenciação em seus trajes, que passam a ter uma moda particular. Essa mudança iniciou pela representação da vestimenta dos meninos, sendo estes os primeiros a frequentarem as escolas. No século XVIII a infância é separada da adolescência definitivamente, fazendo com que surja no século XIX o bebê como uma nova figura, sempre definindo apenas as crianças de classes altas. Atualmente podemos o perceber significativas diferenças entre a infância vivenciadas entre essas gerações, que vão desde a maneira de falar, vestir-se e relacionar-se até a maneira como lidam com seus sentimentos e a evolução tecnológica. A começar pelo avanço tecnológico, que proporcionou comodidade e talvez, certa impessoalidade as relações. Apesar destes avanços, as crianças de meio urbano e rural possuem distinções em seu processo lúdico. Enquanto as crianças da zona urbana possuem acesso a computador, internet, videogame, dentre outros, a criança do meio rural ainda carrega consigo o compromisso de auxiliar seus pais nos afazeres rurais. Esta cultura, não tão fechada como há anos atrás, pois estes têm acesso a DVD, TV e muitos jogam futebol como todas as outras. As famílias não estão tão numerosas como tempo a trás e muitas crianças não tem com quem brincar em casa, visto que as distâncias entre muitas casas no interior chegam ser de quilômetros.
Hoje meus alunos levam brinquedos para a sala de aula e fazem uso desses no recreio, “antigamente” lembro que não era permitido. Houve tempos em que as brincadeiras eram bastante distintas, quase que exclusivas para cada sexo. No entanto as crianças de hoje brincam com as mesmas brincadeiras sem distinção de sexo, surgindo, por vezes, certo preconceito nesta ação, mas superado muito rápido em relação há tempos passada. Percebo que as crianças eram mais criativas no sentido de realizar brincadeiras, buscar alternativas próprias sem contar com a Tecnologia, de fácil acesso nos dias de hoje. Não se fazia necessário sair de casa e ir a uma lanchonete para se realizar um “lanche feliz”. A sociedade cria desejos, principalmente nos jovens, forçando-os a se adequarem às regras de consumo para se sentirem realizadas. Lembro-me de ter visto um documentário onde uma publicitária era especialista em produzir comerciais para crianças, onde a ideia principal era ensinar modos subliminares às crianças para forçarem os pais a comprarem os brinquedos anunciados. A felicidade e a realização são pintadas como produtos que podem ser comprados no mercado. Penso que atualmente as crianças e jovens com melhor poder aquisitivo dispõe de mais facilidades e comodidades no quesito diversão, mas nem sempre é garantia de satisfação, alegria e qualidade.
Para que haja um desenvolvimento sadio na formação da criança é importante e necessário que a mesma relacione-se com diversos meios, como os pais, adultos, professores, crianças de outras idades para que possa desenvolver-se na diversidade. As escolas têm sua parcela de importância para este desenvolvimento, porém acredito que o currículo não deve ser padronizado no país, uma vez que cada estado e município possuem peculiaridades distintas, sendo importante para a criança conhecer outras culturas, valorizando a local. É importante ressaltar a visão de que a escola não se destina unicamente a preparação do indivíduo para o mercado de trabalho, mas sim criar condições, oportunizar experiências que permitam o amadurecimento deste educando.
Na comunidade onde moro a família ocupa a primeira instância de socialização das crianças e jovens. Infelizmente muitas famílias se encontram desestruturadas e desacreditadas, pois muitos pais estão separados, ou até mesmo vivem juntos, em constantes brigas e descontroles. Outros possuem uma elevada jornada de trabalho, buscando melhorar sua condição social. Essas famílias apostam na escola como solução dos problemas apresentados por seus filhos. Penso que a escola encontra-se em segundo lugar nas instâncias. Na comunidade em que minha escola está inserida não apresenta quase recursos para socialização. A Escola ainda precisa percorrer um longo caminho até chegar a fazer parte efetivamente desta comunidade, levando em consideração as peculiaridades existentes.
Pensando acerca de minha própria passagem pela escola, quando criança e jovem, e de meu trabalho nela atualmente, na fase adulta, como professora, particularmente não consigo lembrar-me de muitos detalhes de minha vida escolar. Tenho alguns fatos que recordo como passeios e atividades diferenciadas no pátio da escola. Tenho contato direto com a escola onde estudei todo o meu ensino fundamental, mas não é “aquela coisa”... Fica até chato quando encontro alguém da época e vem falar comigo cheio de saudades... Não tenho. Dos fatos que lembro sei até de detalhes! Em especial dos passeios! Foram poucos, mas significativos! Lembro-me da primeira vez que fomos ao zoológico. Estava na segunda série e o meu pai, que trabalhava em uma empresa de ônibus que foi o motorista. Quando vi meu pai no volante... Puxa era o meu pai que estava levando os meus colegas para o nosso primeiro passeio! Nunca tinha passeado com meu pai, assim nesses lugares que geralmente levam seus filhos. Quando chegamos lá me recordo de ver uma turma inteira de criança atadas pelos pés por uma corda... Nossa aquilo me impressionou! Estudei em uma escola de freiras... As professoras não tinham muito carisma. Essa falta me impressionou e fez com que eu adotasse uma postura diferente quanto educadora. Certa vez conversei sobre isso com meus alunos. Disse que me sentia diferente das minhas professoras e tentava trata-los da maneira como eu gostaria de ser tratada! Eles me confessaram que eu era diferente de outras professoras, pois sempre os chamo com palavras de carinho, mesmo quando estou “brava”.

Eixo1: Na busca de um modelo ideal de educação que se aplique

Ao realizar as atividades da Interdisciplina ESCOLA, PROJETO PEDAGÓGICO E CURRÍCULO,eixo1 lembro-me de ter feito leitura do texto “A educação como um processo socializado: função homogeneizadora e função diferenciadora” de Emile DURKHEIM.
Durkheim como sociólogo, enfatiza a origem social da educação, exercida pelas gerações adultas, como objeto a desenvolver no individuo certo número de estados intelectuais, morais e físicos exigido pela sociedade em que está. Considera que a definição de Stuart Mill para educação causa certa confusão por englobar muitos conceitos.
O ser humano, por possuir sua individualidade, faz com que cada sociedade tenha características próprias, não havendo um . A definição do desenvolvimento harmônico, que nos condiciona a dedicarmos ao mesmo gênero de vida, realizando uma tarefa na busca da perfeição que ele é capaz, o que não é integralmente realizável. A segunda seria que a educação teria por objetivo fazer do individuo um instrumento de felicidade para si e para seu próximo.
Para definir educação, é necessário observar a história , comparar e conhecer os aspectos históricos dos sistemas educativos que hora existem e em toda a sua existência, de modo geral, aprendendo com esses modelos e retirando deles diretrizes. A partir do conhecimento e desta comparação construir elementos comuns nos quais precisam atender as necessidades no processo de educar.
Segundo Durkheim são os fatos que idealizam o homem com os aspectos comuns que cada sociedade tem por valor, como religião, progresso, etc. Esse conjunto de idéias acerca do da natureza humana são consideradas a base do espírito nacional que mesmo diversificada fixa na consciência do educando.
No seu conjunto ou em cada meio social em particular, sociedade é que determina esse ideal a ser seguido, alcançado pelo indivíduo, de acordo com os fatores físicos e mentais considerados indispensáveis a todos os seus membros. Esses ideais têm que suscitar na criança, visto que a sociedade o considera como indispensáveis a todos os seus membros, a todos que a formam.
Para Durkheim a educação objetiva a promoção na criança de atitudes intelectuais, morais e físicas que são definidas pela sociedade como essenciais para a sua socialização, satisfazendo suas necessidades e encorajando a socialização. Através da educação é que o individuo se estabelece na sociedade.
Na busca de melhorar a sociedade, o individuo deseja aperfeiçoar a si mesmo, tornando-se uma criatura humana através do poder do esforço. Por meio da educação que este processo ocorre.

Eixo 6: Resgate e reflexão sobre as questões do conhecimento.

A análise da palavra conhecimento é muito interessante, pois significa conhecer a mente, é adquirir a capacidade de adaptar-se. Para isso não basta decodificarmos as informações, precisamos compreender cada uma delas para assim as utilizarmos como algo que realmente nos seja familiar. Observando o que já estudei e discuti ao longo de minha jornada entendo por conhecimento todas as informações que o individuo armazena e que a partir das mesmas foi ou é capaz de resolver os conflitos. A aprendizagem é o resultado da interação do sujeito, para com seus conflitos ou dúvidas. A partir do momento em que ocorre uma mudança de comportamento acredito que temos a aprendizagem propriamente dita. O Ensino deveria ocorrer a partir das interações de conhecimentos entre professor x aluno x aluno, tendo como ponto de partida as necessidades e das motivações apresentadas por eles. Para Piaget o conhecimento surge da ação para a partir dela organizar, estruturar e explicar. Portanto não é uma aquisição, mas uma construção interna realizada pelo sujeito. A aprendizagem é inata ou construída? O interesse está no sujeito, basta “despertar”? De fato a aprendizagem ocorre pela assimilação, mas não só por ela, mas pela acomodação que ao contrário do que o termo sugere é quando o sujeito modifica seus esquemas mentais. Sob este ângulo o ensino deve ser tranquilo ou provocador de desequilíbrios no sujeito?
Tendo como referência outro questionamento encontrado no texto de Fernando Becker O QUE É CONSTRUTIVISMO? proposto pela Interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sobre o Enfoque da Psicologia II pela professora Simone Bicca Charczuk no eixo 6 que sob meu ponto de vista é a resposta para uma educação condicionadora de posturas.

“Que cidadão o professor quer que seu aluno seja? Um indivíduo subserviente, dócil, cumpridor de ordens sem perguntar pelo significado das mesmas, ou um indivíduo pensante, crítico, que, perante cada nova encruzilhada prática ou teórica, pára e reflete, perguntando-se pelo significado de suas ações futuras e, progressivamente, das ações do coletivo onde ele se insere?”
Em sua prática cotidiana, aparentemente o professor por vezes encontra-se confuso. Afirmo isto pelas inúmeras falhas na organização escolar, erros na gestão, ruídos na comunicação entre o grupo resultando em um monólogo com pais e alunos.
Segundo as três formas de representar a relação ensino/aprendizagem proposta pelo professor Becker os modelos são sustentados por epistemologias que encaminham o professor às respostas que concluirão que cidadão ele quer formar. A práxis do educador nem sempre reflete à teoria pregada ou “assumida” por ele.
Quando Becker diz que ensinar como foi ensinado não é uma justificativa satisfatória para uma sustentação desta forma de ensino, eu concordo pois aprendi o que não gostaria de ser quando professora. Acredito até que meus melhores mestres até a decisão de educar foram aqueles cujas aulas eram desmotivadoras, sem desafios, trabalhos de cópia e condicionamentos que deveriam estar obsoletos há muito tempo, mas que podem ser vistos e acompanhados nos dias atuais como a intimidação, as atividades que visavam à troca de produção por nota (entenda-se produção por reprodução) e uma série de outras características que, infelizmente permeiam nossas salas de aula porque é mais fácil de manter a “disciplina”, deixam cadernos cheios sem a preocupação de que produzem mentes vazias. Há ainda professores que acreditam na “salvação” dos alunos através da injeção de informações prontas e inquestionáveis, verdades absolutas que precisam apenas de assimilação. Afinal, partem estes professores, da premissa tão conhecida de que "não há nada no nosso intelecto que não tenha entrado lá através dos nossos sentidos”. Visto estas considerações iniciais passo a analisar as respostas sobre o conhecimento, aprendizagem e o ensino da escola.
Encontrei minha prática claramente descrita no texto de Becker ao tratar da Pedagogia Relacional. Acredito que a aprendizagem é uma construção sem fim e sem começo absoluto bem como nos ensinara o sábio Piaget. A acomodação parece ter um significado diferente na práxis do cotidiano escolar representando muitas vezes o estado último de cansaço e desânimo do professor que passa a “acomodar-se” no que sabe e no que “transmite”



Referências

BECKER, Fernando. O que é construtivismo? Texto publicado no ambiente ROODA - Interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia II, PEAD, UFRGS, 2009. II, PEAD, UFRGS, 2009.







Eixo 7: Confrontando presente e passado??

É importante confrontar a nossa realidade com o referencial teórico indicado pela Interdisciplina DIDÁTICA, PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO do EIXO 7. Ressalta-se que embora haja diversas discussões e alternativas na educação ao longo dos tempos insuficientes transformações estiveram alcançadas na prática decente. Este ponto de como ensinar? O que ensinar? Motivar? Juntamente com a questão da avaliação de nossos alunos, são questões atuais e que precisam ser discutidas no âmbito das escolas públicas, e aqui me refiro à escola pública estadual. Então com a finalidade de cooperar com esta discussão faço um recorte das leituras da abordagem temática sobre o movimento da Escola Nova.

John Dewey (1859-1952) serviu de exemplo no Brasil para o movimento da Escola Nova, por proteger como principais elementos da educação, a atividade prática e a democracia. A escola necessita oferecer um espaço de aprendizagem para que a criança possa resolver dificuldades reais de sua vida, por meio de práticas educativas conjuntas onde aconteçam circunstâncias de cooperação.

“A experiência educativa é, para Dewey, reflexiva, resultando em novos conhecimentos. Deve seguir alguns pontos essenciais: que o aluno esteja numa verdadeira situação de experimentação, que a atividade o interesse, que haja um problema a resolver, que ele possua os conhecimentos para agir diante da situação e que tenha a chance de testar suas idéias. Reflexão e ação devem estar ligadas, são parte de um todo indivisível” (FERRARI, p. 26).

Algumas opiniões de Ovide Decroly (1871-1932) são semelhantes à de John Dewey, quanto à universalização do ensino, afazeres em grupo com ênfase em contextos de interesse nos alunos. Para Decroly o aluno tem a possibilidade de gerir seu próprio aprendizado podendo deste modo “aprender a aprender” (p. 34).

O conceito de centros de interesse descritos por Decroly, nada mais é do que o conceito contemporâneo de Interdisciplinaridade. Os artifícios e as atividades sugeridas pelo educador têm por alvo, necessariamente, desenvolver três características: a observação, a associação e a expressão. A observação é compreendida como uma atitude fiel na ação educativa. A associação atende que a informação obtida pela observação seja entendida em termos de tempo e de espaço. E a expressão comete com que a criança exteriorize e divida o que aprendeu.



Referências

FERRARI, Márcio. John Dewey: o pensador que pôs a prática em foco. Nova Escola, São Paulo, jul. 2008. Edição especial grandes pensadores. Disponível em: .